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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Travessia Oceânica Floripa - segunda edição depoimento Josadaik Alcântara

Por Josadaik Alcântara Marques


Escola de Vela Oceano - Josadaik Alcântara Marques


O ponto de partida foi Santo Antônio de Lisboa. Neste lugar o estado de Santa Catarina recebeu a sua primeira rua calçada para a visita de Dom Pedro II em 21 de outubro de 1845!

O dia estava lindo, céu azul e com poucas nuvens. Em poucos minutos depois de chegar a Marina deste famoso distrito e de conhecer a tripulação, já estava a bordo do wind34 da Escola de Vela Oceano. Ali começava a nossa aventura de 3 dias.

Em instantes, saímos da ancoragem e aquele monte de cabos difíceis de entender, subiram as velas. O capitão me passou o leme pouco tempo depois disso. Eu não esperava que isso acontecesse tão rápido! Não me recordo se segurei por segundos ou minutos, eram mais de 6 toneladas em minhas mãos.

As minhas pernas tremiam talvez por falta de jeito, equilíbrio, medo ou emoção. Pela primeira vez na vida eu estava velejando! Exploramos o norte da ilha e ancoramos na praia do Tinguá. Depois do almoço fomos rumo a Ilha do Arvoredo no contra vento. Por conta do tempo, voltamos para a ancoragem do Tinguá antes do pôr do sol.

Esta seria a minha primeira noite a bordo de um veleiro. Em tempos de crise hídrica e muito desperdício na ilha de Florianópolis, tomei banho sem sabonete e com menos água que uma descarga do meu banheiro em terra.


12 de dezembro de 2020

Não sei se cheguei a dormir mas acordei mais leve e com 28 anos, vencia no dia anterior os temidos 27 anos num ano que será muito difícil de esquecer.

Depois de velejar pela manhã, tivemos um almoço tranquilo ancorados na paradisíaca Ilha do Campeche acompanhados de várias aves. Naquela tarde o tempo virou, começa a se formar uma tempestade. Recolhemos as velas e costeamos pelo leste da ilha rumo ao sul em busca de abrigo. A formação das nuvens carregadas era espetacular, a chuva era forte e fria, a noção de tempo ficou arrastada, era difícil olhar pra frente.

A mesma tempestade com ventos de 40 knots que pegou de surpresa os barcos que faziam a volta a ilha naquele dia, também formou cachoeiras na costa leste ainda muito bem preservada. Árvores centenárias gigantes podiam ser vistas por onde o homem ainda não passou. Navegávamos próximos as imensas formações rochosas de milhares de anos cobertas pela frágil e cobiçada mata atlântica.

 

Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver“. Amyr Klink

A recompensa veio rápido, a natureza que nos testou com uma tempestade também nos presenteou mais uma vez com um grupo de baleias que aparecia no fim daquela tormenta. Esqueci do cansaço e do frio, um bando de 30 réis perseguia um cardume de peixes. Fomos rumo ao Ribeirão da Ilha com este cenário como pano de fundo, passando por outros veleiros, ilhas, redes e barcos pesqueiros.


13 de dezembro de 2020: dia do marinheiro

Na segunda noite a bordo, o barco balançou muito mais, o cansaço me fez ter a melhor noite de sono a bordo (2/2). Me senti como numa rede pendurada em uma árvore.

No dia do marinheiro acordamos cedo e enfrentamos o contra vento para completar a volta a ilha. Passar debaixo do principal cartão postal da cidade que moro, foi muito gratificante. A polêmica e imponente ponte Hercílio Luz.

O primeiro fio de cabelo branco pode aparecer no meio daquela semana aleatória da sua vida. Andar, nadar, falar, são coisas que não acontecem da noite para o dia. Os momentos mais marcantes da nossa vida não acontecem necessariamente no dia do nosso aniversário. O dia 11 de dezembro de 2020 acidentalmente ou não, certamente ficará marcado como o dia em que comecei a velejar.

  

Capitão: Marcelo Visintainer Lopes

Tripulação: Flávio Jardim, Gabriel Soares Miranda, Josadaik Alcântara Marques, Leonardo Carpeggiani, Rodrigo Machado

“Não podemos dirigir os ventos mas podemos ajustar as velas do nosso barco”.

 

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